As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Luxemburgo, o intocável

Luiz Zanin Oricchio

07 Fevereiro 2008 | 09h36

A serenidade de Vanderlei Luxemburgo depois da derrota do Palmeiras por 3 a 0 para o Guaratinguetá só é possível a quem se considera intocável.

E talvez seja mesmo o único técnico brasileiro relativamente independente de resultados. “O time vai engrenar”, garante ele. E pode ser que tenha razão porque o Palestra contratou bons jogadores e um dia eles devem fazer coisa melhor do que têm feito até agora em campo. Só que pode ser tarde demais para o Campeonato Paulista, mas talvez o time se acerte para a Copa do Brasil e para o Campeonato Brasileiro. O técnico joga com o tempo, especula com o futuro.

Mas é a tranqüilidade de Luxa que me surpreende. Enquanto a corda aperta na garganta de Leão, Luxemburgo segue impávido como Bruce Lee, imune a chuvas e trovoadas. Perde três seguidas e nem despenteia o cabelo. Nem mesmo a turma do amendoim pode com ele.

Quem o mandaria embora, a ele e a toda a sua custosa comissão técnica? Só porque os resultados não aparecem? Os santistas se lembram. Ele pedia paciência à torcida o tempo todo porque “o time estava sendo montado”. Uma montagem que nunca teve fim. Uma construção eterna. Até que ruiu. Ninguém nunca se atreveu a questionar seu trabalho. E todos lamentaram quando ele se foi.

Há uma mística (justificada ou não, essa a questão) em torno do único técnico intocável do país.