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Lula na Paraíba

Luiz Zanin Oricchio

08 de dezembro de 2009 | 11h19

JOÃO PESSOA – Lula, o Filho do Brasil abriu ontem o Fest Aruanda, no cinema do Hotel Tambaú. Lotado, autoridades (governador, prefeito e reitor da Universidade Federal da Paraíba), e ótima recepção do público. Foi uma sessão melhor do que a que havia visto em Brasília. Menos tumultuada, qualidade de som e imagem melhor.

Revisto, Lula apresenta os mesmos defeitos, mas algumas qualidades ficam mais visíveis. É curioso como existem problemas que, em tese, seriam fáceis de resolver, como algumas cenas constrangedoras (várias com o “pai” de Lula, vivido por Millen Cortaz) e a trilha sonora massacrante.

Porém, revistas, as qualidades se evidenciam: as cenas do Lula sindicalista, o bom rendimento geral do elenco, a fotografia nunca óbvia. Pena que o contrapeso sejam alguns diálogos muito ruins e a tentativa de açucarar demais a história. Algumas passagens poderiam ter rendido melhor, como as cenas da vida operária, os namoros nos bailes dos trabalhadores, etc. Mas, então, teria sido preciso uma vivência e empatia maiores com esse modo de vida.

Por outro lado, a montagem das cenas de assembléia e enfrentamento com a polícia, mesclando imagens encenadas e outras reais (tiradas de documentários), funcionam muito bem. Emocionam, e saem fortalecidas por esse diálogo com o documental.

Essas são questões analíticas, que se pensam depois de terminado o filme. Enquanto ele está rolando, vê-se o todo. E a esse todo assiste-se muito bem. Mesmo pela segunda vez.

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