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“Lula”, conforme o esperado?

Luiz Zanin Oricchio

04 de janeiro de 2010 | 21h23

Os números definitivos a gente só vai ter amanhã de manhã, com a edição do Portal Filme B. Mas, por enquanto, o que se tem é o seguinte: “Lula, o Filho do Brasil” teria feito cerca de 220 mil no fim de semana, o que não é um desastre, mas também não chega a ser espetacular. Médio para bom, digamos assim.

Durante o processo de lançamento do filme, os produtores, Luiz Carlos Barreto em especial, diziam que o filme surfaria na popularidade do presidente Lula e não o contrário. Não seria o presidente Lula que se aproveitaria da popularidade de Lula, o filme. Dizia isso para desconsiderar qualquer finalidade ou efeito eleitoreiro na produção.

Digamos que tenham razão. Nesse caso, o filme tenderia a ir bem lá onde Lula é mais popular, no Norte e no Nordeste. E muito menos no Sul ou Sudeste. Em São Paulo, onde existe um antilulismo e um antipetismo militantes, teria dificuldades especiais. Mais ainda, porque se trata do principal mercado do cinema.

Assim, seria interessante examinar o desempenho do filme por regiões, para ver se ele acompanha as variações previstas do mapa eleitoral. Pelo menos aquele que as pesquisas têm desenhado.

Lula, o filme, não seria assim um componente a influenciar as eleições de 2010, mas funcionaria como uma espécie de termômetro adicional de como andam as sensibilidades políticas da população, nas diversas regiões do País.

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