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Lucrecia Martel

Luiz Zanin Oricchio

02 Março 2007 | 18h27

Muito interessantes (para dizer o mínimo) os filmes de Lucrecia Martel – O Pântano e A Menina Santa. Difícil enquadrá-la em gêneros, tipologias, redes de afinidades. Expressa, como outros cineastas de sua geração, um virulento desencanto com a Argentina que herdaram da ditadura militar e das crises econômicas. Mas esses diretores, Lucrecia, Pablo Trapero, Daniel Burman e outros, constituem um “movimento”, como foram, por exemplo, o Cinema Novo e a Nouvelle Vague? Um dia, conversando com Trapero, ele me disse que não; se coincidências havia em suas obras, elas se deviam à semelhança das circunstâncias em que nasciam. Alguém me enviou uma pequena entrevista que Lucrecia concedeu em São Paulo e na qual ela fala sobre o assunto. Clique aqui para ouvi-la e vê-la.