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‘Kommunisten’ no Olhar de Cinema

Luiz Zanin Oricchio

14 de junho de 2015 | 09h52

 
Em Kommunisten, Straub une novas filmagens a algumas sequências conhecidas de seus filmes anteriores, como Operai e Contadini (Operários e Camponeses). Como sabem o que conhecem seu trabalho (feito com Danièlle Huilllet até a morte da parceira, em 2006), sabe da opção por um cinema de leitura de textos e imagens. No caso, textos de Malraux, Hölderlin e Vittorini, entre outros. É um cinema libertário, que fala da exploração do homem pelo homem (homo homini lupus, diziam os latinos) e aponta vias para sua superação. Portanto, cinema político, apontando para este antigo sonho da liberação econômica do ser humano, devidamente arquivado em nossa época de monopólio das ideias neoliberais. Mas, enfim, ainda prestes a ser sonhado por quem nunca desiste, e artistas pertencem a essa etnia dos insistentes. Do ponto de vista do espectador, é um cinema considerado árido por muitos, mas que conserva seu agudo senso poético. Isto é, confia no poder das imagens, mas também no das palavras, para desestabilizar lugares-comuns que passam por verdades e indissolúveis. Tudo é História, diz Straub.

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