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Jornada do cinema silencioso

Luiz Zanin Oricchio

06 de agosto de 2010 | 09h56

A quarta edição da Jornada do Cinema Silencioso, como de hábito, põe em foco a produção de um país, no caso a Suécia. Os filmes serão apresentados com acompanhamento musical na sala BNDES e em projeção silenciosa na sala Petrobras, ambas na Cinemateca Brasileira. No evento de abertura será exibido o filme Contra o Orgulho, de Mauritz Stiller, de 1923, com acompanhamento musical de Dino Vicente.

Estão programados alguns títulos tidos como clássicos, como A Herança de Ingmar, de Gustav Molander, e O Mosteiro de Sendomir, de Victor Sjöström. Esses nomes são familiares àqueles que conhecem a biografia de Ingmar Bergman e sabem como influenciaram o mestre sueco. Sjöström, inclusive, foi ator num dos maiores sucessos de Bergman, Morangos Silvestres. É pena que alguns filmes, incluindo esses dois citados, sejam apresentados com “viragem e tingimento”, o que tira o esplendor do preto-e-branco original.

De qualquer forma, assistir a essas obras não é apenas um ato de culto à história. É ver o cinema em seu primórdio, em sua forma original, quando, na ausência de diálogos, tudo tinha de ser dito pela imagem. Com o auxílio da música, é claro.

(Caderno 2, 6/8/10)

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