Jodorowsky, o cineasta xamã
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Jodorowsky, o cineasta xamã

Luiz Zanin Oricchio

03 de dezembro de 2007 | 14h01

No sábado, depois do seminário, saí correndo para assistir El Topo, de Alejandro Jodorowsky, no Centro Cultural Banco do Brasil. Depois do filme houve ótima palestra com o crítico Marcus Mello e o diretor Carlos Reichenbach, dois admiradores de Jodorowsky.

El Topo é definido, acho que por ele mesmo, como um “faroeste psicodélico”, e é um dos filmes mais surpreendentes que jamais vi. Eu diria que se trata de um faroeste não apenas psicodélico, mas existencial e místico. Uma espécie de tardo-surrealismo, mas banhado pela experiência transgressiva e contracultural dos sixties, tem o próprio Jodorowsky como protagonista.Os planos são pinturas (inquietantes, elas também).

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Cena de El Topo, com Jodorowsky e o filho contracenando

As idéias apontam para uma mística paradoxal. Jodorowsky parece, às vezes,manter um diálogo tenso com a religião, que lhe permite ser, ao mesmo tempo devoto e herege. Com tudo isso junto, não dá para perder. Veja a programação.

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