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Jet Li na cabeça

Luiz Zanin Oricchio

20 de setembro de 2007 | 17h10

Fui à cabine de Rogue, o Assassino, mas acabei não escrevendo nada para o Caderno 2, então faço isso no blog. Não desgostei do filme, apesar da pouca afinidade pessoal com um gênero em alta na cotação internacional. Jet Li e Jason Statham dividem os papéis nesse enredo convencional sobre o agente do FBI (Statham) obececado em vingar a morte do parceiro, assassinado, junto com a família, pelo tal Rogue (Jet Li). O filme flui com muita rapidez, em cortes rápidos, videoclipados, mas não pode ser reduzido apenas a isso, uma montanha-russa descerebrada. Há uma certa obsessão em citar clássicos do gênero como A Dama de Shangai ,talvez para ganhar credibilidade. Mas nem precisaria, pois envolve uma questão interessante sobre a identidade própria em meio às lutas, correrias, tiroteios e golpes de artes marciais. Não superestimo esse tipo de filme, como fazem alguns colegas, e mesmo curadores de festivais de primeira linha. Mas também não os subestimo. Quando bem-feitos (como é o caso) têm sua hora e vez.

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