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Homenagem a Olney São Paulo

Luiz Zanin Oricchio

29 Março 2007 | 17h27

Registro um comentário de Alvanísio Damasceno no post redigido dia 15 deste mês e que noticiava a morte da nossa amiga, a jornalista Ângela José. Alvanísio avisa que haverá amanhã (dia 30), uma homenagem ao cineasta Olney São Paulo, biografado por Ângela no livro “Olney São Paulo e a Peleja do Cinema Sertanejo” (Editora Quartet, Rio de Janeiro). A homenagem terá lugar no Arquivo Nacional (Praça da República, Rio de Janeiro), às 17h, com a projeção do filme de Olney, Manhã Cinzenta. Leiam, abaixo, a mensagem de Alvanísio, bastante esclarecedora.

“Caro Zanin, amanhã, 30/03, o Grupo Tortura Nunca Mais homenageia no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro, o cineasta Olney São Paulo, que foi preso e torturado por ter sido uma cópia de um de seus filmes, Manhã Cinzenta, encontrada junto com um participante de um seqüestro de avião durante a ditadura militar. Olney nada teve a ver com o seqüestro, mas ainda assim foi encarcerado pelos militares e há quem acredite que a prisão precipitou a sua morte.

Ângela José escreveu um belíssimo livro sobre a vida e a obra de Olney, que Glauber Rocha tratava como “mártiyr brasileiro”.No momento em que Ângela nos deixa, a homenagem do Grupo Tortura Nunca Mais ganha em significado.

Durante muito tempo, me intrigava apenas o fato de o cinema brasileiro nunca ter feito um épico sobre o paladino dos direitos humanos João Cândido, “o Almirante Negro”, líder da Revolta da Chibata. Depois que li o livro da Ângela, passou a me intrigar também o fato de o cinema brasileiro nunca ter contado a história de Olney.”