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Hairspray

Luiz Zanin Oricchio

19 de setembro de 2007 | 18h35

Amanhã entra em cartaz o musical Hairspray – Em busca da Fama, que tem origem na comédia de John Waters de 1988. Depois, a mesma história foi para a Broadway e agora volta às telas, sob direção de Adam Shankman, em roupagem politicamente correta, o que não chega a ser uma qualificação negativa. Mesmo porque Hairspray, se não se nega a passar “mensagens” positivas, também não fica se perdendo em eufemismos e outras chatices. O filme pode ser tudo, menos aborrecido.

A figura central da historieta é Tracy Turnblad (Nikki Blonsky), menina, digamos, acima do peso e que nem por isso se incomoda ou deixa de sonhar alto. Por exemplo, ela deseja participar de um show de TV, de grande sucesso na conservadora Baltimore (terra de John Waters). O show é todo branquinho e, numa concessão à época, pois estamos em 1962, um dia por semana se permite a exibição de artistas negros – no chamado negro day, o que já é bem depreciativo. Tudo sob o comando da racista e louríssima Michelle Pfeiffer, em papel de má.

O filme traz como pano de fundo a luta pelos direitos civis e também incorpora em seu elenco de “mensagens” o direito à diferença, na figura da menina gordinha que deseja se impor pelo seu talento. O destaque, e que tem chamado as atenções, é para John Travolta, no papel da mãe de Tracy (o pai é Christopher Walken). É engraçado, em especial pelo efeito-surpresa nas primeiras vezes em que surge em cena. Música ok, filme bastante colorido, uma boa diversão em suma. Não para levar tão a sério, mas pelo menos você não se aborrece, mesmo que não goste muito de musicais.

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