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Gramado 2015. Presos, o cinema da Costa Rica

Luiz Zanin Oricchio

13 de agosto de 2015 | 11h29

Já o costarriquenho Presos, de Esteban Ramirez, me pareceu um pouco aquém do que se espera de um filme em competição. Claro, é sempre interessante ver um longa da Costa Rica, país que produz poucos filmes e, desses poucos, menos ainda chegam ao nosso conhecimento. No entanto…

Bem, a história é a da garota Vitória, de classe média, noiva de um rapaz de posses. Um dia, por acaso, ela entra em contato com um presidiário e…bem: temos aí o tema clássico do amor bandido. O rapaz encarcerado é amigo do patrão de Vitória e assim ela vai levar alguma coisa a ele no cárcere e acabam se envolvendo. A princípio, o rapaz descreve seu crime de maneira, digamos, quase benigna. Distraiu-se no celular enquanto dirigia e, involuntariamente, provocou a morte de uma pessoa. Está arrependido, precisa pagar pelo que fez. Aos poucos, a história vai se complicando.

Mas tudo parece um tanto ingênuo, e a filmagem, algo tosca. Nada tem muita consistência, a não ser quando se aproxima do desfecho. Aí sim, Ramirez salva o filme do óbvio e descentra um pouco o espectador. Cabe perguntar se já não era tarde demais para salvar um filme que se ressente de uma feitura melhor e de uma reflexão um tanto mais acurada sobre o tema a que se propõe.

 

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