Globo de Ouro defende a tela grande
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Globo de Ouro defende a tela grande

Luiz Zanin Oricchio

06 de janeiro de 2020 | 10h23

 

 

Se há algum sentido na premiação do Globo de Ouro 2020 é este: os correspondentes estrangeiros de Hollywood defendem a tela grande para o cinema. Não há outro jeito de entender a rejeição final à Netflix, plataforma de streaming que entrou com 34 indicações e saiu com apenas dois prêmios. 

A derrota maior foi a de O Irlandês, grande filme de Martin Scorsese, totalmente ignorado na premiação. Em seguida, História de um Casamento, de Noah Baumbach, que ficou apenas com uma estatueta de coadjuvante para Laura Dern, no papel de uma advogada implacável. 

Tarantino ganhou como melhor filme de comédia por seu Era uma Vez em Hollywood. (Não se trata de uma comédia). Venceu ainda nas categorias de roteiro e coadjuvante para Brad Pitt. 

Sam Mendes foi o grande vencedor em drama por seu 1917, história da 1ª Guerra Mundial feita num falso plano-sequência. Também levou o troféu de melhor diretor. Seu agradecimento foi um tiro de misericórdia nos derrotados: “Espero que meu filme seja visto na tela grande, pois para isso foi feito”. Ninguém precisava dizer mais nada para resumir o que foi a noite, numa cerimônia tediosa, chata, longa e cheia de intervalos comerciais: TV é TV e cinema é cinema. E este se vê, em primeiro lugar, numa tela grande e sala escura. Depois pode ir para outros suportes. Mas só depois. 

Foi o recado dos votantes do Globo de Ouro. A pergunta que fica é como se comportarão os produtos Netflix daqui a um mês e pouco no Oscar, que é a prova dos noves da indústria. 

Lista dos vencedores: 

https://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,globo-de-ouro-2020-confira-a-lista-de-vencedores-e-indicados,70003145341

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