As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A perfeição é uma meta…

Luiz Zanin Oricchio

05 de maio de 2010 | 13h27

Dando uma olhada em textos sobre a crítica, achei um pequeno trecho de Glauber Rocha em Revolução do Cinema Novo, citado num material preparado por José Carlos Avellar para um debate entre críticos.

Glauber fala do Cinema Novo que é “tecnicamente imperfeito, dramaticamente dissonante, poeticamente revoltado, sociologicamente impreciso (…)politicamente agressivo e inseguro como as próprias vanguardas políticas brasileiras. Novo, aqui, não quer dizer perfeito, pois o conceito de perfeição foi herdado de culturas colonizadoras que fixaram um conceito de perfeição segundo os interesses de um ideal político”.

Esse – e essas palavras são minhas – é o ponto de amarração para a devastadora, e brilhante, conclusão final de Glauber:

“Os artistas que trabalhavam para os príncipes faziam uma arte harmônica segundo a qual a terra era plana e todos os que estivessem do outro lado da fronteira eram bárbaros”.

Quer dizer: a maneira como um crítico define o seu ofício depende tanto da maneira como encara o cinema como o modo com que se situa na sociedade. Se é adesista, conformado, rebelde ou cético – tudo isso se refletirá na maneira como vê os filmes, e reage a eles quando escreve.

Como diz Gilberto Gil em Prezado Amigo Afonsinho, “a perfeição é uma meta…”

Tudo o que sabemos sobre:

críticaGlauber

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: