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Futebol nulo

Luiz Zanin Oricchio

02 de junho de 2008 | 16h13

Só o dever de ofício me obriga a registrar o futebol deste fim de semana.

A começar pelo chatíssimo amistoso da seleção brasileira contra o Canadá. Sim, caça-níqueis, como de hábito, etc. Nenhuma novidade, a não ser a dificuldade para ganhar de 3 a 2 de um time semi-amador.

Depois, a rodada da Série A. Fui salvo pelo gongo, isto é, pela chuva e pelo frio. Estava me preparando para descer a serra e ver Santos x São Paulo mas, por uma vez, ouvi o bom senso de minha mulher que me recomendava ficar. Almoçamos, bebemos um vinho e me postei, sob cobertores, para ver o jogo pela TV. Que sacrifício! Que times sem qualquer imaginação! Quanta pobreza!

Depois, os “melhores momentos” de outros jogos, inclusive de um Fla x Flu esvaziado, pois o Fluminense se guarda todo para a Libertadores. E dizer que este clássico já foi cantado por ninguém menos que Nelson Rodrigues, o Homero do nosso futebol. Não parece ter sido melhor Palmeiras 1 x Atlético-PR 0, talvez indicando que o Palestra, sem Valdívia, cai muito em termos de criatividade, ao contrário do que diz o “professor”.

Para encerrar, a confusão no Recife, na partida entre Náutico e Botafogo. Antes que alguém venha falar que são coisas que só acontecem com o Botafogo, vou logo dizendo o que acho: André Luiz perdeu a cabeça e não deveria ter feito gestos obscenos para a torcida. Isso é inquestionável.

Mas o que houve depois só pode ser definido de uma maneira: arbitrariedade policial. Jogador não é bandido para ser retirado do campo daquele jeito. Alguém vai tomar alguma providência? Ou aquela aspirante a tenente ainda não apareceu o suficiente? Quem deveria cuidar da segurança do estádio dos Aflitos acabou sendo causa de insegurança. Não se pode confiar esse tipo de trabalho a gente tão despreparada.

Se fizeram o que fizeram com um jogador conhecido e um presidente de time grande, o que não fariam com um torcedor anônimo? Tremo em pensar.

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