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Fim de papo

Luiz Zanin Oricchio

25 de fevereiro de 2009 | 09h03

Graças a Deus acabaram o Oscar e o carnaval, que este ano coincidiram acho que pela primeira vez. Como profissional, cubro o Oscar, vejo a festa, escrevo, dou entrevistas, etc. Como profissional, vejam bem. Os filmes não me desagradaram, mas é claro que a minha praia é outra. Grande é o universo do cinema e prefiro outras alternativas, como vocês já devem ter desconfiado. Profissional não escolhe sobre o que vai escrever. Vai de Antonioni a Tartarugas Ninja. Essa é a diferença.

Agora, não dá para menosprezar a atração do público por essa palavra mágica – Oscar! Fui ontem à tarde ao Arteplex ver um filme belga em pré-estreia, que entra no circuito na sexta (Rumba, uma gracinha, à la Jacques Tati). A sala estava pela metade, tranquila. Já as sessões dos filmes do Oscar lá em cartaz estavam esgotadas. Vi gente no final da tarde pegando ingressos para a última sessão da noite. É assim, e não adianta negar ou tapar o sol com a peneira.

Agora, demonizar esses filmes, só porque concorreram na festa inventada pelo cinemão hollywoodiano para se autopromover, me parece pouco inteligente. Para dizer o mínimo. Vamos ver os filmes. E descer o pau, se for o caso. Apenas se for o caso.

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