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Filme de máfia dá certo na Itália?

Luiz Zanin Oricchio

04 de setembro de 2007 | 07h54

VENEZA – Não sei. Mas este, em particular, Il Dolce e l’Amaro, em competição e dirigido por Andrea Porporati, não parece ter agradado à freguesia. Não se ouviu um único aplauso na sessão de imprensa, embora também tenha sido poupado de vaias. E nem seria o caso de vaiar, pois se trata, pelo menos, de um filme digno. O problema é ser convencional demais. A história é a de dois amigos que crescem juntos e cada um vai para seu lado. Um deles (Luigi Lo Cascio) torna-se um criminoso, seguindo o caminho do pai; o outro, vira juiz (Fabrizio Gifuni), com missão…claro, de combater a própria organização mafiosa.

O filme é bem-feito e tem aquele encanto das histórias da Cosa Nostra, tais como nos acostumamos a ver a partir dos Chefões de Coppola. Truculência, certo humor, ambientação familiar, algum folclore. Ou seja, nada que o cinema americano, e até mesmo o italiano, já não nos tenham dado dezenas de vezes. Daí a indiferença. Mas é filme que se deixa ver com prazer.

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