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Festival de Brasília 2006

Luiz Zanin Oricchio

16 de outubro de 2006 | 18h07

Para muita gente (e para mim também) o Festival de Brasília é a principal data do cinema brasileiro – este ano ele acontece entre 21 a 28 de novembro. Há pouco, a organização do festival divulgou a relação dos concorrentes, que reproduzo abaixo. No final, alguns comentários:

LONGAS:
1.Baixio das Bestas, de Cláudio Assis, 90min, PE
2. Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, 110min, MG
3. Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá, de Sílvio Tendler, 90min, RJ
4. Cleópatra, de Julio Bressane, 110min, RJ
5. O Engenho de Zé Lins, de Vladimir Carvalho, 85min, DF
6. Querô, de Carlos Cortez, 90min, SP

Curtas 35mm
A Vida Ao Lado, de Gustavo Galvão, 13min, DF
Dia de Folga, de André Carvalheira, 15min, DF
Divino Maravilhoso, de Ricardo Calaça, 22min, DF
Espeto, de Guilherme Marback e Sara Silveira, 14min, SP
Helena Zero, de Joel Pizzini, 25min, RJ
Noite de Marionetes, de Haroldo Borges, 14min, BA
Noite de Sexta Manhã de Sábado, de Kleber Mendonça Filho, 15min, PE
O Brilho dos meus Olhos, de Allan Ribeiro, 11min, RJ
O Homem-Livro, de Anna Azevedo, 13min, RJ
Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba, de Thomaz Farkas e Ricardo Dias, 10min, SP
Trecho, de Clarissa Campolina e Helvécio Martins Jr., 18min, MG
Uma Questão de Tempo, de Catarina Accioly e Gustavo Galvão, 15min, DF

Filmes em 16mm
A Goiabeira, de Ed Lopez, 12min, RJ
A Volta do Candango, de Filipe Gontijo e Eric Aben-Athar, 6min, DF
Alguns Recados, de Thiago Faelli, 17min, SP
Borralho, de Arturo Sabóia e Paulo Eduardo Barbosa, 17min, DF
Cada um com seu cada qual, de Flavio Castro, 15min, RJ
Canção Para Duas Moças, de Gisella Cardoso Franco, 10min, RJ
Deriva, de Gustavo Bragança, 20min, RJ
Do Andar de Baixo, de Luisa Campos e Otavio Chamorro, 13min, DF
Nada Consta, de Santiago Dellape, 8min, DF
Naturacaos, de Alisson Machado, 5min, DF
O Eixo do Homem, de Marcius Barbieri, 4min, DF
O Tempo de Clarissa, de Tatiana Nequete e Jéssica Luz, 12min, RS
Ódio Puro Concentrado, de André Miranda, 20min, DF
Onde a Noite Acaba, de Poliana Paiva, 14min, RJ
Onde Começa e Como Termina, de Raul Grecco, 12min, RJ
Outro, de Daniel Salaroli, 15min, SP
Recortes, de José Eduardo Milani, 15min, SP
Silêncio, de Maurício Pastor Cuencas, 10min, SP
Terra Prometida, de Guilherme Castro, 11min, RS
Uma Vida e Outra, de Daniel Aragão, 17min, PE
Vestígios, de Pablo Gonçalo, 5min, DF
Mostra Brasília (produções do DF)
Longas 35mm
A Inesperada Visita do Imperador, de Gilvan de Britto, 100min
Fuga Sem Destino, de Afonso Brazza, 80min
O Engenho de Zé Lins, de Vladimir Carvalho, 85min
Romance do Vaqueiro Voador, de Manfredo Caldas, 71min
Curtas 35mm
A Vida Ao Lado, de Gustavo Galvão, 13min
Dia de Folga, de André Carvalheira, 15min
Divino Maravilhoso, de Ricardo Calaça, 22min
Faca Cega, de Pedro Zoca, 25min
Feliz Natal, Guilherme Bacalhao, 16min
O Homem, de René Sampaio, 9min
Oficina Perdiz, de Marcelo Diaz, 19min
Paralelas, de Jimi Figueiredo, 10min
Residual, de Sérgio Raposo, 12min
Uma Questão de Tempo, de Catarina Accioly e Gustavo Galvão, 15min

Comentários:
1) Estou louco para ver Baixio das Bestas, projeto radical (redundância) de Claudio Assis, de quem amo o primeiro filme, Amarelo Manga.
2) Dois documentários de veteranos, e sobre dois personagens brasileiros, o de Vladimir Carvalho sobre José Lins do Rego e o de Silvio Tendler sobre Milton Santos. Milton era (morreu de câncer em 2001) um dos mais agudos críticos da globalização.
3) Estou também curioso para ver Querô, de Carlos Cortez, baseado em Plínio Marcos. Fiquei amigo de Cortez em Chicago, durante um festival, já faz mais de 10 anos. Depois acompanhei a carreira dele com atenção e gostei muito do seu Geraldo Filme, sobre o sambista de Sampa.
4) Helvécio Ratton tem um passado de militância política e está em seu universo em Batismo de Sangue. É o diretor de Menino Maluquinho, Amor & Cia (baseado em Eça de Queiroz) e Uma Onda no Ar. Gosto do seu cinema.
5) Bressane é sempre Bressane, um clássico da vanguarda, se me permitem essa contradição em termos. Amei o seu trabalho anterior, Filme de Amor e sei que em Cleópatra seguirá sua linha experimental (mas é uma experimentação já solidificada em um estilo).

Conclusão: espero um grande festival. Lá estarei, postando para este blog. Abraços.

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