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Feio, não é bonito

Luiz Zanin Oricchio

21 de junho de 2008 | 19h58

O mais chato na derrota da Holanda para a Rússia é imaginar o Dunga falando para si mesmo: “Eu não disse? Eu não disse? Jogar bonitinho não presta para nada”.

Acontece que o mesmo Dunga provou que jogo feio também não ganha. No futebol não existem nem o bonito e nem o feio, em si mesmos.

Existe o futebol bem jogado e existe o mal jogado. Nem sempre o belo vence. Mas, felizmente, nem sempre o feio vence, também.

Essa dicotomia entre o feio e o bonito é mais uma das falsas questões do futebol. A Holanda perdeu por uma dessas circunstâncias do futebol: nesse jogo, a Rússia jogou mais bola. E ponto.

Ah, sim, o título do post, naturalmente, é uma homenagem ao maravilhoso samba de Carlos Lyra:

Feio,
Não é bonito
o morro existe
mas pedem pra se acabar

Canta
mas canta triste
porque tristeza
e só o que se tem pra cantar

Chora
mas chora rindo
porque é valente
e nunca se deixa quebrar

Ama,
o morro ama
um amor aflito
um amor bonito
que pede outra história

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