As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Famílias de cinema

Luiz Zanin Oricchio

15 de outubro de 2009 | 07h31

Leio sobre a morte de Al Martino e o nome não me diz nada. Depois o texto informa que se trata do cantor (e ator) que interpretou o personagem Johnny Fontane em O Poderoso Chefão, o primeiro da estupenda trilogia de Francis Ford Coppola. E então me lembro dele em todos os detalhes.

Fontane chega ao casamento da filha do “padrino” e se queixa de um produtor que não quer escalá-lo em um filme. O padrinho (Brando) diz que ele não se preocupe, que se divirta na festa porque o papel será seu. Para delírio de todos, mas em especial das moças, Johnny canta.

.Leia aqui a notícia da morte e ouça Al Martino cantando Speak Softly Love.

Está na cara que Johnny é personagem inspirado em Frank Sinatra e suas ligações com a máfia. Algum tempo depois vemos como o advogado da família, Tom Hagen, viaja para a Califórnia e os métodos de convencimento que usará para convencer o produtor renitente.

O Poderoso Chefão pertence à minha família cinematográfica. O que são essas “famílias”? São aqueles filmes que nos são mais próximos e dão sentido ao nosso imaginário. Quando morre um dos seus integrantes, mesmo os secundários, é como se perdêssemos alguém da nossa família de verdade.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: