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‘Família Dionti’ vence a Mostra de Gostoso

Luiz Zanin Oricchio

18 de novembro de 2015 | 12h11

 

 

São Miguel do Gostoso/RN

A Família Dionti, de Alan Minas, venceu, na categoria de melhor longa-metragem, a 3ª Mostra de Cinema de Gostoso. Campo Grande, de Sandra Kogut, ganhou menção honrosa. O melhor curta foi Seu Inacio, de Helio Ronyvon. O curta local vencedor foi À Procura do Sol, de Rozangela Modesto. Os ganhadores recebem o Troféu Luis da Câmara Cascudo, homenagem ao grande estudioso da cultura nacional. Todos os prêmios são atribuídos por votação popular.

A sessão final teve a reapresentação dos quatro candidatos do coletivo Nós do Audiovisual, a grande razão de ser da Mostra de Gostoso. São jovens que, orientados por técnicos e diretores experientes, produzem seus primeiros filmes e ingressam, não digo no mercado, mas na esfera do audiovisual. A sessão foi apoteótica, com grande participação da comunidade de São Miguel do Gostoso, situado a 110 quilômetros ao Norte de Natal.

Depois da premiação foi apresentado o engraçado longa Piadeiros, de Gustavo Rosa de Moura. O filme, que estreia esta quinta em São Paulo, é uma espécie de road movie da risada, prospectando contadores de anedotas do Norte ao Sul do País. E, sim, com incursão além mar, em Portugal, onde o diretor foi ouvir nossos irmãos portugueses contarem piadas de brasileiros. Leve, despretensioso e divertido, deu um toque de alegria à despedida da Mostra de Gostoso.

A impressão que fica, desta pequena mostra, é a melhor possível. Sua organização, capitaneada por Eugenio Puppo, procura alguns diferenciais para colocá-la de modo original no saturado calendário de festivais de cinema brasileiros. Primeiro, pela inserção continua das atividades na comunidade, enraizamento que deve garantir a sobrevivência do evento nos próximos anos. Segundo, pela “sala” de exibição, na Praia do Maceió, que garante o charme, mas também qualidade técnica das projeções. A não ser em um caso, o da sessão do longa Campo Grande, não houve problemas técnicos a lamentar. E a população tem amado essas projeções ao ar livre.

Quando a comunidade abraça uma iniciativa, fica mais difícil “descontinuá-la”, como dizem os burocratas.

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