Eu (ainda) me Lembro
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Eu (ainda) me Lembro

Luiz Zanin Oricchio

18 de outubro de 2006 | 14h27

Foto de Maria do Rosário Caetano
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Você vê a figura na foto aí em cima? É o Edgard Navarro, cineasta baiano que está em cartaz em Sampa com Eu me Lembro. O filme é de uma delicadeza ímpar, raridade neste nosso tempo tão bruto (e que se ufana da sua brutalidade). Bem, se você deseja um pouco de sensibilidade, vá conferir esse Amarcord ambientado na Bahia. Navarro tem cinqüenta e poucos anos de vida e portanto evoca sua infância e juventude durante os anos 1950 e 1960. Avança até o começo dos anos 70, quando então o que era sonho vira pesadelo. Nesse trabalho memorialístico, não é apenas a vida do autor que passa em revista, mas a nossa própria, com nossas esperanças, angústias, hesitações, desejos e frustrações. É um trabalho magnífico, que tem de ser aproveitado enquanto ainda está na tela grande. Visite também o site do filme e ouça a trilha sonora. Ouça os jingles que funcionam como verdadeira máquina do tempo para quem viveu naqueles anos. Abaixo, vou anexar as críticas que escrevi sobre Eu me Lembro. O filme continua em cartaz no Espaço Unibanco e no HSBC Belas Artes.

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