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Ethan e Joel Coen, os falastrões

Luiz Zanin Oricchio

31 de janeiro de 2008 | 15h48

Acabei há pouco de escrever um texto sobre o filme Onde os Fracos não Têm Vez para o Caderno 2 de amanhã. Achei um filmaço. Depois, por acaso, peguei uma revista Le Nouvel Observateur que havia em cima da mesa e dei com uma entrevista dos irmãos Coen ao repórter de cinema François Forestier.

Li e entendi por que os personagens dos Coen são tão taciturnos. Eles mesmos quase não falam e se comunicam com o jornalista por monossílabos. Melhor: deixam o filme falar por eles.

E dizem que Cormac McCarthy, autor do romance do qual saiu o filme, é ainda pior do que eles. Contam que se encontraram com Cormac, que tem 74 anos, este disse bom dia, virou as costas e foi-se embora.

A saca-rolhas, Forestier arranca alguma coisa deles: “É um filme sobre a predação”, dizem de Onde os Fracos Não Têm Vez. Outra frase sobre uma regra de ouro dos irmãos: “Estamos nos lixando para o bom gosto”.

Como se definem? “Somos ironistas calmos”. Ou: Somos “pós-modernos zen”.

Forestier pergunta se, conhecidos bichos-do-mato, eles se relacionam com gente do cinema: “Bem, uma vez encontramos Woody Allen num elevador”. Mas não se falaram.

De qualquer forma, o texto é legal, super bem escrito e informativo, pois jornalistas experientes sabem tirar leite de pedra.

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