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Estação Espacial em 3D

Luiz Zanin Oricchio

29 de maio de 2009 | 18h25

O feito tecnológico mostrado em Estação Espacial é impressionante e seu registro cinematográfico, digno de nota. A construção é resultado da associação de 16 países diferentes, reunidos na missão que redundou numa maravilha tecnológica contemporânea. O registro foi feito pelos próprios astronautas, que levaram ao espaço duas câmeras IMAX de 70 mm e captaram as imagens que foram posteriormente montadas. O resultado só é conseguido na tela gigante e com os projetores da sala IMAX, que criam o efeito de três dimensões. Para senti-lo, os espectadores devem colocar óculos especiais, fornecidos antes das sessões.

Deve-se dizer que numa sala IMAX a sensação de 3D é das mais realistas. Os objetos parecem saltar à sua frente e, se você não tomar cuidado, vai se pegar desviando de uma laranja que vem em sua direção solta por um astronauta. Há imagens do interior da estação espacial e da Terra, vista de quase 400 quilômetros de altura. Há também humor e empenho em mostrar a vida cotidiana de quem se aventura no espaço.

Mas existem aspectos menos convincentes. A música grandiosa às vezes enfraquece em vez de reforçar o poder das imagens. Quem montou o filme deveria ter visto 2001 – Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick, para observar como se conjuga música e imagem na ausência de gravidade. Quem gosta de ciência também agradeceria por explicações mais detalhadas da parte técnica. O filme impressiona, mas ganharia com mais substância.

(Caderno 2, 29/5/09)

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