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Costa-Gavras: como nasceu ‘Estado de Sítio’

Luiz Zanin Oricchio

29 de abril de 2009 | 09h38

Em entrevista coletiva no Cine PE – Festival do Audivisual do Recife, o diretor Costantin Costa-Gavras explicou como chegou ao tema do seu grande sucesso, Estado de Sítio (1972). “Estava pesquisando a vida do embaixador americano John Peurifoy, que havia participado do golpe militar do meu país, a Grécia, e depois fora para a Guatemala, onde ajudou a derrubar o presidente Jacobo Arbenz”, contou. Na pesquisa, topou com a história de Dan Mitrione, o agente norte-americano que dava assessoria às polícias políticas do continente, sobre formas de conduzir um interrogatório. A história lhe pareceu melhor do que a de Peurifoy e assim nasceu Estado de Sítio, ambientado no Uruguai, onde Mitrione foi seqüestrado e executado pelo grupo guerrilheiro Tupamaros. Quando lhe perguntaram se sabia que em Belo Horizonte Mitrione se tornara nome de rua no Brasil da ditadura militar, ele se espantou. Mas ficou aliviado quando lhe informaram que, com a redemocratização, a homenagem ao agente americano fora retirada.

Para ler na íntegra, entre no Portal do Estadão.

Aqui, a cobertura do festival, com comentário do filme de Gavras, Eden à l’Ouest.