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Emoção e razão na posse de Dilma

Luiz Zanin Oricchio

02 de janeiro de 2011 | 12h26

Retive dois momentos do discurso de Dilma. Um da emoção, outro da razão. Gosto do equilíbrio entre uma e outra.

O momento da emoção: na homenagem aos companheiros de luta que caíram e não podiam estar ali para testemunhar a chegada de uma ex-guerrilheira à Presidência da República. Cultivar a história sem ceder à nostalgia é sábio. Honrar a memória de tempos duros, sem recair no ressentimento, é sabedoria ainda maior.

O momento da razão: quando ela se refere aos antecessores e restabelece o fato de que na história existem processos e não começos absolutos. Acena, com isso, a FHC, reconhecendo que o extraordinário avanço de Lula no combate à pobreza não veio do nada. O mérito de Lula (um deles, talvez o maior) foi eleger essa luta como prioridade absoluta. É, a meu ver, o desafio mais urgente do País, aquele pelo qual todos nos batíamos desde os anos 60, e ainda antes.

Foi bom Dilma ter falado tudo isso. O Brasil é de todos, embora às vezes não pareça.

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