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Em Gramado

Luiz Zanin Oricchio

13 de agosto de 2008 | 10h06

GRAMADO – Cheguei a Gramado depois de noite e dia inteiros viajando. Não que Lima fique do outro lado do mundo, mas viajamos à noite, de manhã cedo estávamos em Guarulhos e o avião para Porto Alegre só foi sair no meio da tarde, com considerável atraso. Mudaram o portão de embarque umas três ou quatro vezes para “reposicionamento da aeronave” e, quando perguntei a um funcionário da Gol se aquilo era algum tipo de gincana, ele se ofendeu e botou a culpa na Infraero. É mesmo, é? E alguém por acaso se responsabilizou por aquela senhora uruguaia, que seguia no vôo para Montevidéu, e não estava entendendo nada? Não vi. Nem a Infraero, nem qualquer funcionário da Gol, ninguém. Os passageiros que se danem, como de hábito.

Enfim, feito o desabafo, chegamos em cima da hora a Gramado, sob chuva e frio polar. Vimos dois filmes, um documentário sobre o Mindelo, simpático, e Netto e o Domador de Cavalor, de Tabajara Ruas, um típico filme de chimarrão e bombacha, que uma parte da turma aqui do sul gosta, mas só uma parte. O pessoal do cinema mais urbano, abomina. E quem é de fora não acompanha lá muito bem essa recriação da fábula do Negrinho do Pastoreio, filmada com muita boa intenção e algumas cenas interessantes, como a da luta entre um índio bom e um branco mau. Podem-se buscar referências e intenções à vontade. Mas a filmagem parece das mais esquemáticas e simplistas.

Tomara que o festival melhore daqui para a frente.

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