Em defesa de Incitatus
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Em defesa de Incitatus

Calígula construiu para este cavalo uma estrebaria de mármore, e deu-lhe uma manjedoura de marfim, arreios de púrpura e um colar de gemas.

Luiz Zanin Oricchio

02 de agosto de 2019 | 11h49

A disposição do presidente em nomear seu filho embaixador nos Estados Unidos tem motivado comparações com outra passagem histórica, quando o imperador Calígula fez do seu cavalo Incitatus senador e desejou nomeá-lo cônsul. 

O historiador Suetônio refere-se a essa passagem do reinado de Calígula (37-41 d.C.):  

“Para que ninguém perturbasse o sono do seu cavalo Incitatus na véspera dos jogos circenses, costumava, com seus soldados, impor silêncio à vizinhança. Construiu para este cavalo uma estrebaria de mármore, e deu-lhe uma manjedoura de marfim, arreios de púrpura e um colar de gemas. E mais ainda: uma casa, domésticos e mobiliário, a fim de que os convidados em seu nome fossem suntuosamente recebidos. Lembra-se também que desejou fazê-lo cônsul.” (Suetônio, As Vidas dos Doze Césares). 

Em defesa de Incitatus, deve-se dizer que, apesar dos abusos cometidos por Calígula em seu nome, não era suspeito de ligações perigosas, não fritava hambúrgueres e nem dizia asneiras. 

Apenas relinchava. 

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