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Edson Luis e 1968

Luiz Zanin Oricchio

28 de março de 2008 | 21h11

Há 40 anos morria o estudante Edson Luis de Lima Souto, assassinado pela polícia no restaurante do Calabouço, no centro do Rio. A partir desse fato trágico, o movimento estudantil de resistência à ditadura militar se intensificou de forma que não se poderia imaginar. Quem viveu a época das passeatas sabe disso.

Pode-se dizer que o ano mítico de 1968 começou no Brasil no dia 28 de março, data da morte de Edson Luis. E terminou dia 13 de dezembro, com o AI-5. A partir daí, a luta de resistência passou a ser outra coisa.

Mas também pode ser que 1968 não tenha terminado ainda, como sustenta em livro meu amigo Zuenir Ventura. Quem sabe?

A prova de que o espírito de 68 está vivo, o que dá razão a Zuenir, é que voltamos a falar deste ano a cada nova década. Voltaremos a falar de 68 ao longo deste 2008, 40 anos depois.

E por que motivo? Simples: a maneira como as pessoas se posicionam em relação ao legado (ou à simples lembrança) de 1968 será, mais uma vez, um excelente divisor de águas.

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