E vamos nós para a Idade Média
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E vamos nós para a Idade Média

Luiz Zanin Oricchio

12 de junho de 2016 | 11h24

 

 

 

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Curitiba – A história foi contada a uma amiga por uma professora da rede pública local e a repasso a vocês.

Essa professora leciona português e, em sua aula, deu um exemplo de frase sem sujeito:

— Chove.

Foi contestada, e de maneira agressiva, por uma aluna evangélica.

— Está errado. Se chove é porque Deus mandou a chuva. Assim, Deus é o sujeito da frase.

A mesma professora contou que um filme – Tapete Vermelho, de Gal Pereira – foi hostilizado na escola porque mostra uma sala de cinema sendo transformada em igreja evangélica. Alguns alunos entenderam que o filme era crítico em relação à sua fé e promoveram boicote. O filme teve de ser trocado.

Disse ainda que isso não era nada comparado ao que estavam passando os professores de ciências e de biologia, em particular. Quaisquer menções a Darwin ou ao evolucionismo passaram a ser recebidas com hostilidade por alunos que sustentam o criacionismo.

A pergunta cabível é se essas manifestações são espontâneas ou se os alunos foram estimulados pelos pais. E quem estimulou a estes a esta prática de obscurantismo?

Nada contra que cada um tenha sua fé e dela faça o que bem entender. Que preguem o que bem quiserem em suas igrejas.  Construam suas escolas e nelas ensinem que a humanidade se originou de Adão e Eva e que a ciência é um embuste. Mas o ensino público, laico e universal, deve ser preservado.

Me parece que existe separação entre Igreja e Estado no Brasil. Ainda. Ou talvez essa separação seja apenas formal, dada a natureza do “centrão” conservador do Congresso.

Na minha opinião, o Estado laico está sob séria ameaça no Brasil.

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