É Tudo Verdade 2021: Charlie Chaplin, o Gênio da Liberdade
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É Tudo Verdade 2021: Charlie Chaplin, o Gênio da Liberdade

Luiz Zanin Oricchio

11 de abril de 2021 | 11h42

Mais um filme sobre Chaplin? Os diretores Yves Jeuland e François Aimé tiveram de ouvir várias vezes a pergunta ao apresentarem o projeto de Charlie Chaplin – o Gênio da Liberdade. No entanto, mesmo os muito familiarizados tanto com a obra como a vida do criador de Carlitos dificilmente ficarão com sensação de déjà vu. Pelo contrário.
Sem trazer nenhuma novidade extraordinária, o filme apresenta várias. Baseado em pesquisa de três anos, encontra de fato algumas imagens inéditas. E outras pouco vistas. Somadas a inúmeros trechos de filmes, produz um arranjo original – e revelador.
O filme situa Chaplin em pelo menos três linhas mestras – a biografia do personagem em si, da infância paupérrima em Londres até a morte na Suíça. Em seguida, a própria história do cinema, com a qual Chaplin se confunde pela longevidade e importância. Por fim, a História (com agá maiúsculo) acompanhada e refletida nos filmes. Por exemplo, o fordismo e o trabalho alienado em Tempos Modernos; o nazismo em O Grande Ditador; o macarthismo em Um Rei em Nova York. Por fim, o tema da liberdade, presente com regularidade de metrônomo na obra de Chaplin, justifica o título do documentário a ele dedicado.
O texto da narração em off, na voz do ator francês Mathieu Amalric, é de excelente qualidade. As imagens são fantásticas, com trechos dos filmes restaurados, estalando de novos. Parecem ter sido feitos na véspera.
O filme é puro gozo cinéfilo, com suas duas horas e vinte e cinco de duração. Passam a jato.

 

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