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E os grandes chegaram

Luiz Zanin Oricchio

13 de março de 2008 | 09h01

Conclusão da rodada de ontem: três grandes, São Paulo, Palmeiras e Corinthians, no G-4, junto com apenas um time do interior, o Guaratinguetá. Para quem já acreditava na predominância dos pequenos, uma boa ocasião para ir refazendo seus conceitos. Ou será que os interioranos mais bem colocados ainda podem reagir e chegar às semifinais? Ninguém pode dizer com certeza. Mas parece esse o quadro mais provável para o desfecho do campeonato: dois ou três grandes e um ou dois pequenos. Como, aliás, foi no ano passado.

Não que a qualidade dos times seja lá muito diferente. Corinthians, Palmeiras e São Paulo fizeram suas lições de casa. Mas não se pode dizer que tenham sido muito brilhantes. Ganharam seus jogos com as calças nas mãos, como se diz. Por diferença mínima. Vi os melhores momentos de São Paulo e Barueri e de Palmeiras e Ponte. Não pareceram empolgantes. E assisti, com sofrimento, a Corinthians e Rio Preto. 1 a 0, num óbvio gol contra que o juiz deu para o corintiano Éverthon. Bem, parecia futebol amador de vez em quando, mas o Corinthians continua a mostrar aquele time cascudo, que Mano Menezes está montando para subir para a série A do Brasileiro.

E a torcida, hem? Dominando a arquibancada, na casa do adversário. Uma pessoa que assistia ao jogo comigo, comentou: “Como é que, com uma torcida dessas, esse time não é uma potência?”. E ele mesmo respondeu: “Dirigentes”. É isso.

Já os santistas receberam uma excelente notícia: Rodrigo Souto não vai mais para a Rússia. O clube perdeu o negócio? Tanto melhor. No futebol brasileiro, dinheiro é como água jogada em cima de areia – desaparece. O jogador joga.

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