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Dylan, by Todd Haynes

Luiz Zanin Oricchio

03 de setembro de 2007 | 19h33

VENEZA – Sentimentos (cinematográficos) contraditórios na saída de I’m Not There (que a turma brasileira batizou de Tô nem Aí), falso documentário de Todd Haynes sobre Bob Dylan. Como Dylan é um ser mutante, a solução de Haynes foi fragmentá-lo em vários personagens, alguns bem surpreendentes. Funciona legal, depois que você se acostuma. A trilha é toda de Dylan, lui-même. E o filme tem momentos brilhantes, um deles me lembrando o onírico de Fellini, havendo mesmo uma citação (se não me engano) de Nino Rota, acho que em Casanova. Como o filme explode em várias direções, inclusive com material de arquivo, de época, sobre a história e a política dos anos 60, parece que faltou síntese e firmeza no bisturi na hora de concluir. Fica girando um pouco em falso, indo e vindo. Mas ficam os momentos de brilho e a visão nada careta de um grande artista.

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