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Documentários predominam no Festival de Brasília 2020

Luiz Zanin Oricchio

24 de novembro de 2020 | 15h22

Em sua 53º edição , o FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO (de 15 a 20/12) terá predomínio de documentários entre os longas-metragens de sua mostra principal. Entre os seis concorrentes escolhidos, apenas um é um filme de ficção.

O festival, como vários  outros eventos do gênero, terá edição online em função da pandemia do novo coronavírus.  Este ano, o festival é dirigido pelo cineasta Silvio Tendler, que também havia comandado a histórica edição de 1996, quando uma nova e talentosa geração de cineastas surgiu após o desmanche da era Collor.

Brasília é o mais antigo festival de cinema do país. Se a edição de 1996 foi uma espécie de ressurgimento em um panorama de caos, a de 2020 não parece menos dramática. Dá-se num quadro de pandemia e em meio ao boicote da cultura promovido pelo governo federal. O que pode sair dessa dupla contingência indigesta? Veremos.

Em entrevistas, Tendler tem dito que pretende fazer um festival forte e com atenção às diversidades, tanto no plano regional e estético quanto nas questões identitárias.

Longas-metragens

“Espero Que Esta Te Encontre e Que Esteja Bem” – Natara Ney (PE/RJ/MS, 83 min)
“Por Onde Anda Makunaíma?” – Rodrigo Séllos (RO, 84 min)
“A Luz de Mario Carneiro” – Betse de Paula (RJ, 73 min)
“Longe do Paraíso” – Orlando Senna (BA, 106 min)
“Entre Nós Talvez Estejam Multidões” – Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito (MG/PE, 92 min)
“Ivan, o TerríVel” – Mario Abbade (RJ, 103min)

curtas-metragens
“À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente” – Bruna Barros e Bruna Castro (BA, 13 min)
“Distopia” – Lilih Cury (BA, 11 min)
“A Morte Branca do Feiticeiro Negro” – Rodrigo Ribeiro (SC, 11 min)
“Mãtãnãg, A Encantadora” – Shawara Maxakali e Charles Bicalho (MG, 14 min)
“Ouro Para o Bem do Brasil” – Gregory Baltz (RJ, 17 min)
“República” – Grace Passô (SP, 16 min)
“Vitória” – Ricardo Alves Jr. (MG, 14 min)
“A Tradicional Família Brasileira KATU” – Rodrigo Sena (RN, 25 min)
“Pausa Para o Café” – Tamiris Tertuliano (PR, 5 min)
“Quanto Pesa” – Breno Nina (MA, 23 min)
“Guardião dos Caminhos” – Milena Manfredini (RJ, 3 mim)
“Inabitável” – Matheus Faria e Enock Carvalho (PE, 20 min)

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