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Divina Omara

Luiz Zanin Oricchio

11 de julho de 2007 | 20h16

Um visitante assíduo do blog, o Antonio Bezerra, lembra de Omara Portuondo, a grande cantora que muitos chamam de a “Elizeth Cardoso cubana”. Uma voz e tanto e uma presença em cena inesquecível. Eu já a conhecia de discos e a admirava. Depois a vi e escutei, em pessoa, aqui em São Paulo, fazendo um dueto incrível de Dos Gardenias com Ibrahim Ferré, quando vieram com o Buena Vista Social Club. Ferré já se foi, como outros velhinhos do Buena Vista,como Compay II e o magnífico pianista Ruben González. Anos depois estive em Cuba e fui ao Icaic, o instituto de cinema, atrás do documentário Omara, de Fernando Perez. Levei uma VHS e um funcionário fez uma cópia para mim. Não cobrou um peso e ainda me agradeceu pelo interesse demonstrado pela música de seu país. Dias depois, fui assistir a um show de Omara, no Hotel Nacional de Havana. Foi uma noite inesquecível, de beleza, mojitos e charutos. A cultura cubana tem coisas misteriosas. Só quem a conhece pode dizer.

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