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Direito à morte

Luiz Zanin Oricchio

19 de janeiro de 2008 | 18h33

TIRADENTES

Acabei de ver um documentário surpreendente. Solitário Anônimo, de Débora Diniz, toca num tema tabu – o direito à morte. Um idoso é encontrado quase morto de inanição e, alimentado contra sua vontade num hospital de Goiânia, acaba sobrevivendo. Cinema de observação, que não se poupa (e não nos poupa) de cenas duras, como a introdução de uma sonda alimentar naquele quase cadáver, que, no entanto, ainda encontra energia para chamar as enfermeiras de “selvagens” e tentar arrancar o tubo. Na parte final, o filme vai tomando um contorno surpreendente à medida em que se revela a identidade do homem que queria morrer. Me informam que o documentário ganhou o prêmio no Festival Aruanda, de João Pessoa.

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