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Dicas de um cinéfilo desinteressado

Luiz Zanin Oricchio

23 de julho de 2010 | 21h39

Como não me foi dado escrever no jornal sobre Vincere, de Marco Bellocchio, o que posso fazer é recomendar a vocês que não o percam de jeito nenhum. É, desde já, um dos melhores filmes do ano. Na pauta, um caso de amor louco…pelo Duce. Política em alto nível, paixão, loucura, e um trabalho com a imagem como se vê muito raramente hoje em dia. Há uma cena no hospital, em que passam A Paixão de Cristo no teto, para os doentes, que é de tirar o fôlego. Uma grande atuação de Giovanna Mezzogiorno como a amante não reconhecida de Mussolini. Que filmaço!

Muito bom é O Grão, de Petrus Cariry, filho de Rosemberg. Uma avó sente que vai morrer e prepara o neto para sua partida. Uma sensibilidade de fábula, expressa em imagens.

Não sei se recomento O Bem Amado, de Guel Arraes, em especial a quem conhece a novela. Mas recomendo. É um filme com muitos problemas, irregular, mas que tem sua graça lá e cá. Mas é preciso esquecer a figura de Paulo Gracindo para embarcar no filme.

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