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Diário do Recife 2011: Vamos Fazer um Brinde

Luiz Zanin Oricchio

05 de maio de 2011 | 17h17

A equipe de Vamos Fazer um Brinde fez uma apresentação emocionada (e emocionante) do seu filme no palco do Centro de Convenções Guararapes. Um elenco de belas mulheres, uma delas aniversariante, recordando a dificuldade de realizar obras de baixo orçamento no País. Os codiretores, Cavi Borges e Sabrina Rosa, chegaram a chorar de emoção. Sabrina é também uma das atrizes do longa-metragem.
Em princípio, é um filme coral – ou seja, sem protagonistas definidos; ou melhor, todas são protagonistas, nessa noite única que forma a história. Noite de ano-novo, no apartamento de uma delas. O único homem que entra na história é um rapaz gay. Todas são jovens, com exceção da mãe de uma delas, que “penetra” na festa a pretexto de dar uma mãozinha na cozinha. A noite avança e os conflitos vão surgindo. Uma delas está grávida e o marido não aparece; ela desconfia que ele está com outra mulher. A mulher mais velha bebe demais. Uma jovem aparece e tenta reatar o namoro com outra. Outra namora um homem violento e não consegue se desvencilhar dele. E vai por aí. Culminando com a garota que tem uma proposta de casamento e ficou de dar uma resposta ao candidato a marido até a meia-noite.
Os diretores optam por uma filmagem em locação única, com raras inserções de imagens captadas em outros locais – imagens evocativas das personagens, em outras situações de vida. No todo, o filme é concentrado, com a câmera acompanhando as personagens de perto, enquadrando-as ora em grupo, ora em closes individuais. Tudo muito próximo e íntimo – como convém a justamente um filme intimista. O projeto é simpático e as mulheres são lindas, todas negras, salvo uma delas. Sobra, no entanto, uma impressão de superficialidade que não consegue ser desfeita quando se pensa na obra. Parece biodegradável e não deixa resíduos.

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