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Diário do Aruanda 2013 – E dá-lhe política

Luiz Zanin Oricchio

16 de dezembro de 2013 | 14h29

 

JOÃO PESSOA – Um post rápido, porque estou envolvido em mil atividades e não tenho muito tempo para escrever. Depois desdobro os assuntos. Mas só para dizer que o Aruanda está quentíssimo. Em especial depois do debate de hoje de manhã.

A mesa reuniu o ensaísta Jean-Claude Bernardet e os documentaristas Camilo Tavares (O Dia que Durou 21 Anos), Silvio Tendler (Jango), Emilia Silveira (Setenta) e Vladimir Carvalho (O País de São Saruê). O título do debate foi 50 anos de ditadura militar pelo olhar do cinema brasileiro. E não poderia ser mais adequado. Antecipa em um ano a efeméride de 2014, quando se completam 50 anos do golpe. Ótimo público, jovens, universitários, a sugerir, talvez, que não existe o propalado desinteresse das novas gerações por eventos do passado. Como aliás se destacou no debate, eles estão bem presentes, e conformam o nosso dia a dia.

Ontem, houve uma dupla sessão política no cinema, com a exibição de Jango, de Silvio Tendler, e Setenta, de Emilia Silveira. Tendler, um dos homenageados do festival, recebeu o troféu Aruanda. Coube a mim entregá-lo, o que é uma honra.

Hoje à tarde o debate prossegue, agora com Jean-Claude discutindo seu artigo de O Globo, no qual defende teses polêmicas como o financiamento dos filmes de mercado. Vai ferver.

Ou seja, hoje não vai dar praia. A política tomou conta.

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