As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Diário deVeneza 2012 Uma noite veneziana

Luiz Zanin Oricchio

30 de agosto de 2012 | 06h56

VENEZA

A pre abertura do Festival deu-se na terça-feira à noite, na Veneza histórica, com a sessão ao ar livre de Roma ore 11″, de Giuseppe de Santis. Lua quase cheia, céu estrelado, o quadro da arquitetura fantástica de Veneza no Campo San Polo, deram à sessão uma aura mágica. Na tela, o filme de 1952, em cópia restaurada, fala de um acontecimento trágico da Itália do pós-guerra. Num quadro de depressão econômica, centenas de candidatas se apresentam a uma vaga de datilógrafa. Há tumulto, uma escadaria desaba, provocando mortes e muitos feridos.

Na platéia, apresentado o filme, a direção do festival e também a viúva de De Santis. Ela disse que o filme do seu marido ganhava triste atualidade na Europa em crise, com tanta gente perdendo seus empregos e se desesperando do futuro. Pois é, as lições do neorrealismo, mesmo o tardio, de De Santis, não cessam de se repetir em épocas difíceis.

Alguém perguntou à loiríssima Kate Hudson por que ela aparecia morena no filme O Fundamentalista Relutante, no qual interpreta a namorada do paquistanês Changez. Quem respondeu foi a diretora Mira Nair: “Ela não tem nada a ver com isso; eu é que não queria saber do estereótipo do estrangeiro que se muda para os Estados Unidos e se apaixona por uma loira americana”.

Mais conteúdo sobre:

Festival de Veneza