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Diário de Veneza (4) Prêmio Bresson para Walter Salles

Luiz Zanin Oricchio

04 de setembro de 2009 | 08h33

Prêmio Bresson para Walter Salles, entregue agora há pouco na sala Tropicana do Hotel Excelsior, um dos chiques de Veneza. Acontece que a sala estava uma sauna. E a temperatura, que já era alta, subiu com a chegada de Maria Grazia Cuccionatta, a madrinha da mostra, que estacionou ao meu lado. Tem quase a minha altura. Monumento da cultura italiana. Enfim, foi uma cerimônia bonita, em que se falou muito em cinema, e falou-se em nível alto. A partir de um monsenhor que começou citando Adorno e terminando pelo próprio Walter, que lembrou sua formação de cinéfilo e cineasta. Lembrou que foi educado num colégio jesuíta, na França, no tempo em que seu pai era embaixador. E que foi advertido por assistir a filmes subversivos,como If. Walter fica em Veneza até segunda-feira e quer ver alguns filmes. Sentiu ter perdido o filme de Todd Solondz, seu amigo. “Ele faz um uso do politicamente incorreto que é muito interessante”, disse.

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