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Diário de Veneza (23) O novo Joe Dante, em 3D – The Hole

Luiz Zanin Oricchio

11 de setembro de 2009 | 08h12

Passou também aqui o novo Joe Dante: The Hole, e em projeção digital 3D. Legal. Funciona. E vê-se que agora os cineastas estão incorporando o recurso das três dimensões, que você tem de ver com aqueles oclinhos, ao que efetivamente têm a contar. Pode já ter passado o tempo do exibicionismo, de ficar atirando as figuras à cara do espectador para provar que a sensação de 3D é para valer, e justifica o preço do ingresso majorado. Em Dante, ela vem a serviço da história, a de uma família que se muda para um casa nova. Mãe, e dois filhos, um criança, outro adolescente. Eles descobrem no porão um estranho buraco que parece não ter fundo. Em companhia da nova vizinha, tentam descobrir o que existe lá dentro. Certo: há truques fáceis, sustos manjados. Mas o recurso 3D funciona bem para causar a sensação de medo no escuro do porão e outros ambientes. Quanto à história, bem… é medíocre. Baseia-se naquele clichê de que o que causa mais medo está na nossa cabeça e não fora. Filminho de entretenimento e é só isso mesmo, por mais que se inventem teorias a respeito. Não é questão de gênero, porque se pode ser profundo em cada um deles, como sabiam Edgard Allan Poe e Stanley Kubrick. Mas aí o papo é outro.

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