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Diario de Veneza 2014. Messi

Luiz Zanin Oricchio

27 de agosto de 2014 | 19h33

Pela seção paralela Giornate degli Autori, foi exibido o
documentário Messi, do diretor espanhol Álex de la Iglesia. O filme
busca reconstituir a trajetória do jogador do Barcelo a partir de
depoimentos de familiares e amigos de infância e também de jogadores e
técnicos de futebol. Para quebrar a formalidade, as conversas
acontecem num restaurante, onde as pessoas, em torno de uma mesa e
saboreando bons vinhos, falam do boleiro.

Há também imagens da infância do menino de Rosário, que já fazia
misérias com a bola aos seis anos de idade, incentivado pela avó. O
problema do crescimento, causado por uma deficiência hormonal, é
mostrado sem qualquer rodeio. Assim como a admiração de jogadores como
o holandês Cruyff e o conterraneo Diego Maradona. Menotti, ex-jogador
e ex-técnico da Argentina conversa com o atual treinador da seleção
dos hermanos, Zabella.

Vemos os gols, o incrivel domínio de bola, as passadas curtas e
rápidas que têm encantado os que gostam do futebol. Cruyff entende que
Messi tira vantagem da pouca estatura, pois as passadas curtas,
aliadas ao prodigioso domínio técnico, possibilitam que ele mantenha a
bola próxima dos pés e mude de direção de maneira constante.

O Brasil entra no filme através de dois personagens. Primeiro,
Ronaldinho Gaúcho, ídolo do Barcelona na época em que Messi começava e
que tratou o novato como a um filho, inclusive dentro de campo,
dando-lhe passes açucarados para que Messi fizesse seus gols.

O outro surge quando Menotti diz que uma característica de Messi lhe
parece a mais impressionante. “Ele para uma arrancada veloz em dois
centímetros. E arranca de novo na mesma velocidade”, espanta-se.
Alguém lhe pergunta se já havia visto coisa parecida. Menotti diz que
sim: “Pelé fazia isso”. E ajunta: “Mas vamos deixar Pelé de lado,
porque não se pode falar dele quando o assunto é futebol. Pelé é um
extraterrestre”. Ainda bem que é um argentino quem diz isso.

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