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Diário de Veneza 2013: um Leão para Friedkin e o primeiro escândalo

Luiz Zanin Oricchio

30 de agosto de 2013 | 11h02

 

Leão de Ouro a William Friedkin. O diretor norte-americano, autor de refinados filmes de ação como Operação França e The Sorcerer (remake de O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot) recebeu a homenagem do festival pela carreira. Ano passado ele apresentou aqui o mais do que interessante Killer Joe, mostrando-se ainda em grande forma. Algumas cópias restauradas de filmes do autor de O Exorcista estão sendo apresentadas no Lido, para desfrute dos cinéfilos. A da refilmagem de Salário do Medo está linda, mostrando um filme inteiro, capaz de despertar arrepios em quem o vê. A história é a de um grupo de renegados que recebe uma grande recompensa para uma missão quase suicida: Levar uma carga de nitroglicerina, num caminhão, por estradas intransitáveis da Nicarágua.

Todo festival vive de pequenos escândalos e, mal começado, Veneza 70, pode dizer que já tem o seu. Atende pelo nome de Gerontofilia, filme do canadense Bruce LaBruce, que discute a questão da sexualidade na terceira idade. Ou, na melhor idade, como às vezes se diz. Na cena mais controversa, um adolescente beija apaixonadamente na boca um senhor de 80 anos. O filme passou na seção Giornate degli Autori.

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