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Diário de Veneza 2012 um pré balanço e algumas projeções

Luiz Zanin Oricchio

08 de setembro de 2012 | 11h03

Veneza chega ao fim da sua 69 edição com bom saldo. Numa primeira avaliação, a troca de direção lhe fez bem. O antigo diretor, Marco Müller, vinha optando por inchar o festival e exercitava sua preferência pelo cinema oriental sem qualquer equilíbrio. Alberto Barbera , de  volta à direção de Veneza nove anos depois de sua primeira passagem, montou uma mostra mais equilibrada. Enxugou a competição e conseguiu apresentar uma paleta mais harmoniosa e diversificada da cinematografia mundial, embora, como seu antecessor, mantenha um preconceito contra o cinema latino-americano.

Mas, feitas as contas, Barbera foi bem. Sobretudo, contou com alguns grandes nomes que, mesmo às vezes decepcionando, são indispensáveis aos festivais de primeira linha. Brian De Palma, Marco Bellocchio, Terrence Malick, Paul Thomas Anderson – qual o diretor de festival não sonharia ter, em primeira mão, os filmes dessa gente? Veneza conseguiu, e foi uma forma de resposta para quem a considera decadente diante de Toronto, uma mostra muito mais voltada para o mercado. Com esta seleção, o velho festival italiano pavimenta seu caminho para sua 70 edição, no ano que vem. Terá de ser especial.

E quem ganha este ano? Muita gente vem apostando que Paul Thomas Anderson, com The Master, veio ao Lido para vencer. Mas talvez seja a hora de reparar uma injustiça feita a Bellocchio e lhe dar por La Bella Adormentata o Leão que merecia por Bom Dia, Noite em 2003. Kim Ki-Duk é nome forte com Pietà, e há quem fale até em uma solução pop com Spring Breakers, o que seria surpresa total. Tudo está em aberto.

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