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Diário de Veneza 2011: Killer Joe

Luiz Zanin Oricchio

09 de setembro de 2011 | 19h18

Em Killer Joe, Wiliam Friedkin traz uma história escabrosa. Uma família inteira resolve encomendar a morte da mãe pois esta é uma alcoólatra que não interessa a ninguém e dispõe de um seguro de vida de US$ 50 mil. O matador escolhido é o tal Joe, dublê de policial e assassino de aluguel. O filme conta com boas atuações, em especial as de Matthew McConaughey como Joe, e a ninfeta interpretada por Juno Temple, perfeita em sua ambivalência de anjo e demônio.

A história tem origem numa peça teatral, mas não se vê teatro na tela. Além disso, argumentou Friedkin, “Vários filmes clássicos são baseados em textos teatrais, como Casablanca,de Michael Curtiz, e O Pecado Mora ao Lado, de Billy Wilder.”

Do que fala Killer Joe? Não perguntem a Friedkin: “Não tenho a menor ideia. Os personagens são fascinantes, insólitos, representantes da natureza humana. Para mim, essa é uma história de amor. Cinderela encontra o seu príncipe encantado, mas ele é um matador de aluguel. Não busco fazer a coisas explícitas; prefiro que sejam ambíguas.”

Verdade, mas que o filme representa certo gozo diante da disfunção social, isso não se pode negar.

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