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Diário de Veneza 2011: Girimunho

Luiz Zanin Oricchio

07 de setembro de 2011 | 08h34

A exemplo do que já acontecera com o primeiro participante brasileiro em Veneza, Histórias Que Só Existem Quando Lembradas, também Girimunho teve uma boa sessão. Casa quase cheia na Sala Perla, uma das principais de Veneza (era nela que, até o ano passado, se realizavam as sessões da imprensa internacional). É verdade que muita gente saiu durante a sessão, como previra o codiretor Helvécio Marins (a outra diretora é Clarissa Campolina).

Ok, é bom mesmo ser realista e saber que nem todo mundo suporta o tipo de narrativa proposta pela dupla mineira: duas velhas senhoras, imersas no cotidiano modorrento de uma cidadezinha do interior, e que passam a conviver mais intensamente depois que uma delas perde o marido. Interpretado pelas próprias personagens reais, Girimunho (redemoinho) parte do cotidiano da gente simples para alçar-se a uma elaboração metafísica do sentido da vida e da morte. À melhor maneira rosiana, busca na sabedoria popular a profundidade que se julga privativa dos bem formados. Filme muito bonito, inteligente e tocante.

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