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Diário de Veneza 2011: em ritmo de churrascaria rodízio

Luiz Zanin Oricchio

03 de setembro de 2011 | 19h24

Gosto de ir ao cinema como quem vai a um restaurante japonês. Mas hoje foi como churrascaria rodízio, com bastante compensação. De manhã, Contágio, um Soderbergh redundante e dispensável. Depois o inspirado Poulet aux Prunes de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, a mesma dupla de Persépolis e também tirado de uma graphic novel. Persépolis é melhor, mas Poulet não deixa de ter encanto. No começo da tarde, Cut, de Amir Naderi, talvez o mais desesperado canto de amor à cinefilia que eu já tenha visto. Foi recomendado pelo veterano crítico da Positif, Michel Ciment, em pessoa. No começo da noite Wilde Salome, de Al Pacino, espécie de making of da montagem da Salomé de Oscar Wilde. Bem legal. E, para terminar, uma magnífica Chantal Akerman, La Folie Almayer, inspirada em Conrad. Chantal e elenco estavam na sala e receberam uma grande ovação. Claro que, depois, falo de cada um desses filmes em particular. Esse post é apenas para registrar a maratona. Agora, dormir, né?

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