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Diário de Veneza 2010: A vida é bela

Luiz Zanin Oricchio

30 de agosto de 2010 | 18h37

Meio imprestável depois da longa viagem, saí para jantar com amigos que também estão aqui para a cobertura do festival. Tomamos o vaporetto no Lido e fomos a um restaurante na região do Arsenale.

Comida deliciosa, calórica a mais não poder. Pé na jaca, finalizei com uma torta de chocolate que deveria ser saboreada de joelhos, como dizia Vinicius. Depois fomos a pé até Rialto para fazer a digestão.

Passamos pela Piazza San Marco e ficamos abismados com a Ponte dos Suspiros perdida atrás de painéis de publicidade criminosos. A desculpa é que ajudam a restaurar os monumentos. Mas a propaganda é tão agressiva que dá vontade de nunca mais na vida colocar na boca aquela “acqua nera”, como diziam os velhos comunistas. Parte das Procuratie também está soterrada por uma marca de relógio de socialites.

Enfim, o mundo está bruto, bruto.

Mas, em meio a tudo isso, a magia de Veneza subsiste. Até quando?

Amanhã o festival dá seus primeiros passos.

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