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Diário de Paris (6) A possibilidade de uma Ilha

Luiz Zanin Oricchio

10 de setembro de 2008 | 11h47

PARIS – Acabo de ver um tremendo abacaxi no MK-2 da rue Hautefeuille. Primeira sessão de La Possibilite d’une Île, que o escritor Michel Houellebecq adaptou de seu próprio livro, homônimo. Fui de teimoso, pois a crítica (Libération e Le Monde) caiu de pau. Já tinha lido Houellebecq, Partículas Elementares, que me pareceu muito “facho”, como dizem por aqui. Além de fascistóide, mal escrito. Agora, em sua estréia na direção, ele conta (mal) uma história de esoterismo, com direito a clones que dispõem de vida eterna, seitas secretas, etc. Mal dirigido com o bom ator Benoît Magimel como protagonista. Magimel foi visto agora há pouco, em Veneza, com o também ruim Inju, de Barbet Schoeder. Depois de trabalhar com Chabrol, passou a escolher seus papéis sem muito critério. Vi nos créditos que o filme é co-produzido pela Morena Films. Será a Morena Filmes de Marisa Leão? Se for, Marisa entrou numa fria.

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