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Diário de Gramado (6) Xuxa e Zagallo

Luiz Zanin Oricchio

14 de agosto de 2009 | 09h33

O culto à celebridade é uma doença contemporânea que atinge de forma particular o Festival de Gramado. É uma especie de gripe suína da admiração aos famosos. E a febre atingiu o auge na passagem de Xuxa pela cidade. Claro, é uma celebridade a mais, participou de filmes de sucesso mas tem uma mancha em sua carreira – a proibição judicial que conseguiu para impedir a circulação de um dos melhores filmes de Walter Hugo Khouri, Amor Estranho Amor, no qual ela tem uma cena que considera imprópria. O fato foi lembrado por um espectador quando a presença de Xuxa foi anunciada no Palácio dos Festivais. E havia quem, no mesmo momento, acessasse em seu computador o tal trecho do filme, que está disponível no YouTube.

Xuxa chegou cercada de seguranças, alguns próprios, outros contratados pelo festival. Houve restrições à entrada e circulação de jornalistas e do público em geral. Enfim, teve o tratamento de um daqueles ditadores de antigamente, que temem algum tipo de atentado. E, de resto, a homenagem foi pífia. Fora a claque trazida de sua cidade natal, Santa Rosa, ninguém se deu ao trabalho de aplaudir. A fala da moça esteve em sintonia com o ambiente. Terminou dizendo: “Sou loura, sou vencedora e sou do povo”. Ao que a claque respondeu: “E é gaúcha!” Na saída, Xuxa reconheceu um jornalista, abraçou-o e exclamou, repetindo a frase célebre de Zagallo, mas já em outro tempo verbal: “Eles tiveram de me engolir!”

Eles quem, cara-pálida?

Obs: O diário Jornal de Gramado dá em sua edição de hoje que o cachê de Xuxa para vir à cidade e ser homenageada foi de R$ 60 mil. A direção do festival contesta a afirmação do jornal.

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